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80 Anos do Jornal O POLITÉCNICO

Por Jomázio Avelar

Gostaríamos de parabenizar o Grêmio Politécnico pelos 80 anos do jornal O POLITÉCNICO.

A trajetória do Jornal é notável: há oito décadas, ele mantém um compromisso ininterrupto com a comunicação voltada aos interesses e questões da comunidade estudantil da Escola Politécnica, além de ser distribuído para outros Centros Acadêmicos. Em tempos de abundância de informação, tanto no Brasil quanto no mundo, com destaque para a rápida e precisa comunicação eletrônica, a longevidade e a relevância do Jornal são um feito extraordinário, fruto do trabalho árduo e da dedicação dos estudantes que o dirigem.

O POLITÉCNICO continua sendo um veículo essencial para todos os alunos, representados pelo Grêmio Politécnico, cuja representatividade foi conquistada por gerações anteriores. O jornal reflete as preocupações e soluções que permeiam a vida acadêmica de seu público leitor.

Destaca-se, ao longo de sua história, a cooperação entre corpo docente e discente da POLI, na busca por soluções eficazes para as questões que surgem – um processo que continua sendo relevante até os dias atuais.

Estamos confiantes de que os alunos da POLI continuarão a realizar o bom trabalho de que o país precisa, tanto agora, como estudantes universitários, quanto no futuro, como profissionais, ocupando postos no sistema produtivo privado, nos poderes públicos e na sociedade civil. Esta trajetória de contribuição se reflete em momentos marcantes da nossa história, como a “Revolução Constitucionalista” de 1932, o movimento “O Petróleo é Nosso” e a luta contra a ditadura militar e o processo de redemocratização.

Ao reler a edição nº 72 de O POLITÉCNICO, de maio de 1964, temos a satisfação de recordar o artigo de nossa autoria, intitulado “Tecnologia e Desenvolvimento Nacional”, escrito enquanto ocupávamos a presidência do Grêmio. Nesse artigo, destacávamos a importância do “status” tecnológico para o desenvolvimento do país, com a engenharia como protagonista fundamental. Desde então, o mundo, especialmente após a década de 1990, testemunhou uma explosão no desenvolvimento tecnológico, que transformou profundamente tanto as comunicações quanto os processos industriais, alicerces do desenvolvimento econômico.

Essas transformações, no entanto, impõem novas formas de condução dos rumos do mundo, sob a primazia da política. Afinal, ninguém tem o direito de ignorar ou se omitir nesse campo, sob o risco de permitir que o mal prevaleça. Como disse o filósofo polonês Leszek Kolakowski: “Em política, enganar-se não é desculpa.”

Mantemos, portanto, grande expectativa em relação à atual geração de politécnicos, assim como nas futuras, confiantes de que seguirão contribuindo de forma significativa para o que o Brasil precisa e espera: participação.

Nessa linha de pensamento, em 1990, diversos politécnicos uniram-se a profissionais liberais de outras áreas para, no exercício da cidadania, trabalhar pelo desenvolvimento do Brasil. Essa iniciativa visa à construção de uma democracia sólida, baseada no Estado de Direito e na cidadania, que não é um ponto de chegada, mas um processo contínuo de transformação econômica, política, cultural e social. O objetivo é tornar o Brasil a melhor Nação do mundo para se viver bem. Esses profissionais liberais são associados ao Conselho Brasil-Nação, uma instituição da sociedade civil, sem fins lucrativos, cuja missão é elaborar e propor um Projeto Nacional de Desenvolvimento para o Brasil.

O Brasil tem um lugar de destaque no mundo, ainda a ser ocupado!

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