PAPER 157: Projeto de País (EU SOU BRASIL!!!)
Tema: “JK O REINVENTOR DO BRASIL”
“Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder, magia.”
Goethe
O primeiro gerador que possibilitou a energia elétrica nos canteiros das obras iniciais de Brasília. Clique aqui para acessar o vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=AhoGC5m7dcs
Enaltecemos a TV Cultura/SP pela iniciativa de apresentar ao País e ao mundo o Documentário “JK, o Reinventor do Brasil”, em três capítulos sobre a vida de JK e suas realizações, o primeiro capítulo a ser exibido dia 25/11 próximo às 22:30hs. A série aborda a fantástica história do presidente JK que transformou o País, desde sua infância pobre em Diamantina quando era então tratado carinhosamente por Nonô, criado pela professora sua mãe viúva.
Formou-se médico, sua carreira política meteórica foi resultado de seu talento político, de médico da Polícia Militar em Belo Horizonte, Chefe de Gabinete do governador Benedito Valadares, deputado, prefeito de BH, governador de Minas Gerais e até Presidente da República do Brasil, eleito em 1955.
No final, o movimento militar que implantou o regime de exceção em 1964, que levou à cassação de seus direitos políticos, ao exílio e ao acidente misterioso que tirou sua vida, cercado de perguntas ainda não respondidas.
O Documentário ilustra as gerações que se sucederam àquelas que assistiram ao sucesso de um governo de indescritível brilho e realizações sem precedentes de crescimento econômico, cuja simbologia mais visível foi a decisão de transferir a Capital da República para o centro geográfico do território brasileiro, construindo em quatro anos a cidade de Brasília, em cuja inauguração no dia 21 de abril de 1960 o Presidente proferiu as seguintes palavras, no encerramento do seu discurso – consagrado ao Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes: “Brasileiros! Daqui, do centro da pátria, levo o meu pensamento a vossos lares e vos dirijo a minha saudação. Explicai a vossos filhos o que está sendo feito agora. É sobretudo para eles que se ergue essa cidade síntese, prenúncio de uma revolução fecunda em prosperidade. Eles é que nos hão de julgar amanhã.”
O significado histórico da grande obra de JK foi a tônica geral de seu governo contagiante, transmitindo ao brasileiro confiança nas possibilidades do Brasil de construir seu progresso, realizar seu Desenvolvimento: símbolo dessa saga foi a conquista, pela primeira vez, da Copa do Mundo de futebol na Suécia em 1958.
Governo ousado, dinâmico e realizador baseado em inquestionável competência política: implantou a indústria automobilística, empreendimentos rodoviários e energia hidroelétrica, além da construção de Brasília, gerando desenvolvimento da indústria de transformação, da construção civil pesada e urbano-habitacional, evidenciando a competência empresarial do brasileiro.
Deixou um legado de patrimônio ao País que, lamentavelmente, conduções governamentais posteriores colocaram em risco de perda. Certamente JK contou com uma geração de empresários empreendedores, industriais e empresários das atividades da Engenharia de construção.
O Conselho Brasil-Nação frisou, no PAPER 155 de 25/09/2023, esta constatação:
“Desde 1960 ocorreram grandes mudanças em todo o mundo, mas o nosso foco aqui é a realidade brasileira. De fato, até então o cidadão brasileiro “enfrentava o mundo” para progredir: busca de oportunidades para a evolução profissional em quase todas as áreas do conhecimento, e de atividades empresariais – essência do sistema produtivo.
Época vibrante em que os grandes e mais dinâmicos centros eram o palco vistoso do desempenho de atividades e progresso; sob a liderança do gênio político JK a empolgar o País, convencendo jovens a estudar nos mais conceituados estabelecimentos de ensino, e empreendedores potenciais a acreditar e empreender.
Essa dinâmica sempre careceu da estabilidade política, necessária ao progresso empresarial e profissional no Brasil. Foi mais marcante após a instauração da República, quando o Federalismo republicano, pretendido à semelhança do americano, que funcionava bem e ainda funciona bem, pecou por falhas conceituais. Isto ocorreu, certamente em face da inexistência de forças políticas suficientemente objetivas e convencidas para romper com as estruturas monárquicas centralizadas – fator motivador da criação do Federalismo americano, avesso à centralização da Coroa Inglesa. Foi o que não fizemos em 1891 e temos de fazer ainda. A estrutura republicana brasileira deixou a desejar na precisa formulação institucional de um Estado Federal descentralizado…” (…)
Seguem-se, o artigo “Juscelino, esse menino-grande” de Carlos Drummond de Andrade, divulgado por ocasião do falecimento de JK, além de dois discursos do Presidente:
- Proferido no Tribunal Superior Eleitoral em 27/01/1956, ao receber o diploma de Presidente da República;
- Proferido na inauguração de Brasília.
“Juscelino, esse menino-grande
Carlos Drummond de Andrade, Jornal do Brasil, 26/08/1976
Recordações pessoais de Juscelino Kubitschek tenho poucas, e todas agradáveis – a última, na galeria de arte de Ipanema, em noite de chuva grossa, quando Adélia Prado lançava o seu livro de poesia Bagagem. Juscelino apareceu lépido, como se emergisse de uma manhã de sol, e seu espírito se banhasse em claridade dourada. Ia cumprimentar a moça autora, mineira de Divinópolis, e, se fosse preciso, naquela noite molhada, correria ainda a muitos outros lugares, para distribuir com amigos, conhecidos, desconhecidos e brasileiros em geral, a sua cordialidade.
Uma cordialidade submetida a prova de fogo – pois sob o fogo de julgamento severo, de incompreensão e mesmo de injustiça, ele passou os últimos 12 anos de vida, sem que isso, ferindo-lhe o coração, lhe anuviasse o semblante e o comportamento. Poder-se-ia tentar explicar essa exterioridade pela característica do temperamento político, que se acomoda aos ventos contrários, à espera de melhores condições meteorológicas, mas tal explicação não basta para o caso. É preciso ter nascido com reservas inesgotáveis de coração para suportar o que ele, mais que nenhum outro, suportou, e manter vivo um sentimento de benevolência universal, que, mesmo coincidente com o interesse político de sobreviver e reconquistar posição de comando, conserva um fundo de pureza que me parece próximo da santidade ou, pelo menos, da infância.
Santo não foi Juscelino, está visto, mas suas atitudes públicas no infortúnio de sua incessante preocupação de infundir esperança e alegria, se podiam ser interpretadas como desejo de auto consolação e terapia de restauração íntima, tinham um valor de estímulo para os outros, desiludidos, perplexos ou frustrados em justas aspirações de normalidade democrática e justiça plena. Ele mostrava o que se pode fazer quando não nos deixam fazer o que queremos, ou, interpretam mal o que fizemos. Não apenas sorria, quando ninguém podia exigir dele que achasse tudo perfeito. Substituiu a ação política pela ação empresarial, e finalmente acudiu ao velho apelo da terra, que é uma voz de Minas ressoando onde quer que o mineiro dê com os costados. Mineiro como qualquer outro, sem embargo do sobrenome inabitual (mas de quantas partes do mundo vêm as raízes de nossa gente de montanha?), procurou na vida de fazendeiro goiano aquele ponto de fixação que, mantendo-nos integrados no corpo social, ao mesmo tempo nos distancia dele, proporcionando-nos a fruição do mistério fecundo do isolamento e da intimidade com as forças geradoras da natureza, latentes no solo, nos animais, nas plantas, no ar. Intimidade que nos enriquece moralmente, ao nos dispensar do contato com a dissipação das cidades, hoje geralmente monstruosas, e assim nos libertam de paixões corrosivas, acirradas pela luta urbana. A figura de Juscelino senhor de terras e culturas, na tradição de velhos modelos mineiros, comove-me como retrato final desse espírito aventureiro, que não se contentava com o mundo tal qual é, e ambicionava viver 50 anos à sua frente, num quadro estabelecido por sua imaginação criadora.
Foi um menino-grande que sonhou coisas, e que as realizou. Menino continuou, pelo gosto do risco, talvez mais forte que a aspiração ao Poder. O espírito lúdico, a fantasia inspiradora de projetos casavam-se nele a uma vontade que converte sonhos em formas concretas. Brasília era uma abstração constitucional, uma idéia-nuvem, que ninguém se atrevia a passar para o terreno das cogitações efetivas. Somos um país em que a rotina burocrática se revela impotente para trocar uma lâmpada queimada no poste – e a lâmpada queimada lá permanece como símbolo de conformismo e estagnação. Em ambiente dessa ordem, tirar do cerrado uma cidade inteira, com todo o fulgor de arte e tecnologia, definidor da nova Capital – e com algo de mirabolante e mileumanoitesco, também – é proeza que excede a dimensão humana do nosso aparelho público. Desperta assombro, entusiasmo, fanatismo, indignação, admiração – e uma consciência feliz de que afinal somos capazes de grandes coisas, mesmo sujeitas a controvérsia. E consagra para sempre o louco manso que a empreendeu: esse menino de Diamantina que se manteve intato no homem JK.
Não fui dos que o levaram à Presidência da República pelo endosso do meu voto, e me permiti, mesmo, sorrir em verso e prosa da chuva incontida de suas metas desenvolvimentistas. Isso não impediu que sentisse por ele essa fascinação que nos inspiram os mágicos, as crianças inventivas, os homens que jamais conheceram o rancor e que abrem para a vida olhos de confiança e de alegria. Este entra na História, fatalmente – e com um halo de generosa simpatia.”
“No Tribunal Superior Eleitoral, ao receber o diploma de Presidente da República
Rio de Janeiro, 27 de janeiro de 1956.
Recebendo das mãos de Vossa Excelência, Senhor Ministro Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, os diplomas de Presidente e Vice-Presidente da República, experimentamos uma sensação ao mesmo tempo de júbilo e de terrível responsabilidade. O júbilo vem de ter tido desenvolvimento pacífico e legal a crise brasileira; quanto à temerosa responsabilidade, estão na consciência de todos os inúmeros problemas que tem de enfrentar quem vai governar este país.
Jubilosos estamos, Senhor Ministro Presidente, porque de agora em diante sabemos melhor, por uma extraordinária experiência vivida, o quanto é difícil desrespeitar a lei; aprendemos todos nós como é poderosa a fôrça da justiça, a que todos devemos submeter-nos, desde os mais graduados aos mais humildes.
Sentimo-nos confortados e tranqüilos com a nossa consciência. Senhor Ministro Presidente e Senhores Ministros, não por nos vermos alçados agora à posição de chefe de Govêrno, mas por têrmos sido, em tôda a campanha cujo epílogo é a proclamação e diplomação a que êste egrégio Tribunal acaba de proceder — simplesmente mas sem desfalecimentos, defensores da lei, homens que não deixaram de confiar um só instante nas leis de seu país.
Não duvidamos, mesmo nas horas mais difíceis, que o nosso país já estivesse amadurecido suficientemente para que as regras e fundamentos da moral e do direito resistissem a tôda sorte de desregramentos da paixão. O ato de hoje, neste Tribunal, fortalece o princípio de que não vinga mais entre nós o arbítrio e de que a lei é forte. Só se podem incluir, aliás, no número dos países civilizados, aquêles em que as regras do jôgo político são invioláveis, depois de aceitas. Só se podem considerar de fato constituídos em nação os povos para os quais a lei é objeto de acatamento, de limitação de sentimentos bruscos de desgovêrno.
Não é apenas a nós, Senhor Presidente e Senhores membros desta alta côrte, a quem consagram Vossas Excelências supremos magistrados da República Brasileira; o que se consagra aqui, também e muito mais, é a vontade popular, fonte de tôda a autoridade nas democracias. O que proclama este Tribunal é a submissão à vontade do povo; o que defende o ato de hoje é a confiança e a esperança popular na lei.
Nesta hora solene, queremos reafirmar que pretendemos construir tôda a nossa autoridade na obediência à lei e a nada mais aspiramos. Da lei não nos afastaremos um só momento, sob qualquer pretexto. Tôda nossa segurança virá sempre da lei.
Agradeço, em meu nome e em nome do eminente companheiro Doutor João Goulart, a Vossas Excelências, Senhores Ministros, o exemplo de isenção, de imparcialidade, de rigorosa austeridade dado ao país. O segrêdo do equilíbrio e do prestígio deste Tribunal, a que a civilização brasileira deve mais um grande serviço, reside em duas virtudes fundamentais — a prudência e a altivez, que caracterizam os magistrados brasileiros. São Vossas Excelências prudentes, cautelosos, invariavelmente atentos na defesa da justiça e do direito.
Não nos cabe agradecer o ato desta hora. O que devemos fazer é felicitar o Brasil por ter a serviço da vontade de seu povo homens como os que compõem o Tribunal Superior Eleitoral: homens do valor, das qualidades morais e da dedicação à causa pública de Vossas Excelências.
E usando desta oportunidade, que é o marco final de uma caminhada áspera e terrível, queremos mais uma vez reafirmar o nosso desejo de reunir, numa obra afirmativa da fôrça e do poder criador da nacionalidade brasileira, todos os homens de boa vontade, todos aquêles que colocam alto o interesse da pátria, tão necessitada, nesta hora, de desvêlo, de cuidado e de trabalho.
Sentimo-nos mais do que nunca animados do ardente desejo de trabalhar incansavelmente pela paz da família brasileira.
Pedimos a Deus que nos inspire e nos dê o sentimento da grandeza de nossa missão.”
“Discurso de JK na inauguração de Brasília
Brasília, 21 de abril de 1960.
O Discurso
“Não me é possível traduzir em palavras o que sinto e o que penso nesta hora, a mais importante de minha vida de homem público. A magnitude desta solenidade há de contrastar por certo com o tom simples de que se reveste a minha oração.
Dirigindo-me a todos os meus concidadãos, de todas as condições sociais, de todos os graus de cultura, que, dos mais longínquos rincões da Pátria, voltais os olhos para a mais nova das cidades que o Governo vos entrega, quero deixar que apenas fale o coração do Vosso Presidente.
Não vos preciso recordar, nem quero fazê-lo agora, o mundo de obstáculos que se afiguravam insuportáveis para que o meu Governo concretizasse a vontade do povo, expressa através de sucessivas constituições, de transferir a Capital para este planalto interior, centro geográfico do País, deserto ainda há poucas dezenas de meses.
Não nos voltemos para o passado, que se ofusca ante esta profusa radiação de luz que outra aurora derrama sobre a nossa Pátria.
Quando aqui chegamos, havia na grande extensão deserta apenas o silêncio e o mistério da natureza inviolada. No sertão bruto iam-se multiplicando os momentos felizes em que percebíamos tomar formas e erguer-se por fim a jovem Cidade. Vós todos, aqui presentes, a estais vendo, agora, estais pisando as suas ruas, contemplando os seus belos edifícios, respirando o seu ar, sentindo o sangue da vida em suas artérias.
Somente me abalancei a construí-la quando de mim se apoderou a convicção de sua exeqüibilidade por um povo amadurecido para ocupar e valorizar plenamente no território que a Providência Divina lhe reservara. Nosso parque industrial e nossos quadros técnicos apresentavam condições e para traduzir no betume, no cimento e no aço as concepções arrojadas da arquitetura e do planejamento urbanístico modernos.
Surgira uma geração excepcional, capaz de conceber e executar aquela “arquitetura em escala maior, a que cria cidades e, não, edifícios”, como observou um visitante ilustre. Por maior que fosse, no entanto, a tentação de oferecer oportunidade única a esse grupo magnífico, em que se destacam Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, não teria ela bastado para decidir-me a levar adiante, com determinação inflexível, obra de tamanha envergadura. Pesou, sobretudo, em meu ânimo, a certeza de que era chegado o momento de estabelecer o equilíbrio do País, promover o seu progresso harmônico, prevenir o perigo de uma excessiva desigualdade no desenvolvimento das diversas regiões brasileiras, forçando o ritmo de nossa interiorização.
No programa de metas do meu Governo, a construção da nova Capital representou o estabelecimento de um núcleo, em torno do qual se vão processar inúmeras realizações outras, que ninguém negará fecundas em conseqüências benéficas para a unidade e a prosperidade do País.
Viramos no dia de hoje uma página da História do Brasil. Prestigiado, desde o primeiro instante, pelas duas Câmaras do Congresso Nacional e amparado pela opinião pública, através de incontável número de manifestações de apoio, sinceras e autenticamente patrióticas, dos brasileiros de todas as camadas sociais que me acolhiam nos pontos mais diversos do território nacional, damos por cumprido o nosso dever mais ousado; o mais dramático dever.
Só nos que não conheciam diretamente os problemas do nosso Hinterland percebemos, a princípio, dúvida, indecisão. Mas no País inteiro sentimos raiar a grande esperança, a companheira constante em toda esta viagem que hoje concluímos; ela amparou-nos a todos, a mim e a essa esplêndida legião que vai desde Israel Pinheiro, cujo nome estará perenemente ligado a este cometimento, até ao mais obscuro, ao mais ignorado desses trabalhadores infatigáveis que tornaram possível o milagre de Brasília.
Em todos os instantes nas decepções e nos entusiasmos, levantando o nosso ânimo e multiplicando as nossas forças, mais de que qualquer outro amparo ou guia, foi a Esperança valimento nosso. Um homem, cujos olhos morreram e ressuscitaram muitas vezes na contemplação da grandeza – aludo, novamente, a André Malraux – viu em Brasília a Capital da Esperança.
Seu dom de perceber o sentido das coisas e de encontrar a expressão justa fê-lo sintetizar o que nos trouxe até aqui, o que nos deu coragem para a dura travessia, que foi a substância, a matéria-prima espiritual desta jornada. Olhai agora para a Capital da Esperança do Brasil. Ela foi fundada, esta cidade, porque sabíamos estar forjada em nós a resolução de não mais conter o Brasil civilizado numa fímbria ao longo do oceano, de não mais vivermos esquecidos da existência de todo um mundo deserto, a reclamar posse e conquista.
Esta cidade, recém-nascida, já se enraizou na alma dos brasileiros; já elevou o prestígio nacional em todos os continentes; já vem sendo apontada como demonstração pujante da nossa vontade de progresso, como índice do alto grau de nossa civilização; já a envolve a certeza de uma época de maior dinamismo, de maior dedicação ao trabalho e à Pátria, despertada, enfim, para o seu irresistível destino de criação e de força construtiva.
Deste Planalto Central, Brasília estende aos quatro ventos as estradas da definitiva integração nacional: Belém, Fortaleza, Porto Alegre, dentro em breve o Acre. E por onde passam as rodovias vão nascendo os povoados, vão ressuscitando as cidades mortas, vai circulando, vigorosa, a seiva do crescimento nacional.
Brasileiros! Daqui, do centro da Pátria, levo o meu pensamento a vossos lares e vos dirijo a minha saudação. Explicai a vossos filhos o que está sendo feito agora. É sobretudo para eles que se ergue esta cidade síntese, prenúncio de uma revolução fecunda em prosperidade. Eles é que nos hão de julgar amanhã.
Neste dia – 21 de abril – consagrado ao Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ao centésimo trigésimo oitavo ano da Independência e septuagésimo primeiro da República, declaro, sob a proteção de Deus, inaugurada a cidade de Brasília, Capital dos Estados Unidos do Brasil”
A democracia fundada no Estado de Direito e na cidadania não é uma estação de chegada, mas uma maneira de viajar, visando ao desenvolvimento econômico, político, cultural e social para tornar o Brasil a melhor nação do mundo para se viver bem.
