PAPER 185: Projeto de País (EU SOU BRASIL!!!)
Tema: “Eleições 2026: Grande, talvez o maior, desperdício”
“Salvar o Estado em primeiro lugar: salvar almas é para profetas, não para políticos.”
Clausewitz
Estamos desperdiçando imperdíveis insumos estratégicos oferecidos pelo povo – o dono do poder – na pessoa de voluntários, abaixo alguns relacionados, por falta de ligação povo-poder no Brasil.
A imprensa traz questões prementes que os governantes brasileiros (dos três níveis de Entes Federativos e dos Três Poderes) permitem a conclusão de que, pelo silêncio e/ou omissão, não se veem implicados (compelidos) para o exercício das incumbências institucionais, pelas quais deveriam responder na República.
Relacionamos a seguir alguns dos diversos títulos de artigos e/ou reportagens (manifestações), publicados pelo Estadão recentemente , tratando de temas de alta relevância, cujas versões integrais estão disponíveis no nosso “site” www.conselhobrasilnacao.org., para facilitar a melhor compreensão do desperdício de oportunidades para realizações de interesse do País.
1) “Vorcaro: retrato de uma sociedade em anomia”, 17/05/2026, p.A5;
Autor: Roberto Teixeira da Costa
2) “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil?”, 16/06/2026, p.A5;
Autor: Roberto Teixeira da Costa
3) “No Brasil, trocar de partido não é desvio, é estratégia de sobrevivência eleitoral”, 11/04/2026, p.A10;
Autor: Carlos Pereira
4) “Partidos sem identidade, país sem direção”, 21/04/2026, p.A3;
Notas e Informações
5) “Trump diz que Brasil é ‘perigoso’; Lula o chama de ‘Imperador’”, 18/06/206, p.A10;
Reportagem – Carolina Marins
6) “Ética pública: um imperativo constitucional”, 20/04/2026, p.A4;
Autor: Eduardo Muylaert
7) “A governança que nos falta”, 21/06/2026, p.A6;
Autor: Gustavo Benchimol
8) “O Brasil entende o papel do agro num mundo instável?”, 17/05/2026, p.A4;
Autor: João Guilherme Sabino Ometto
9) “O acordo Mercosul – União Européia enfim chega à vigência”, 02/05/2026, p.B3;
Reportagem – Welber Barral
10) “Acordo Mercosul – União Européia entra em vigor e traz novos desafios”, 02/05/2026, p.B1;
Reportagem – Carlos Eduardo Valim
11) “União Européia veta a compra de carnes do Brasil a partir de setembro”, 13/05/2026, p.B10;
Reportagem – Isadora Duarte
12) “Leão XIV completa 1 ano como papa e deve nomear 3 arcebispos no Brasil”, 08/05/2026, p.A17;
Reportagem – Edison Veiga
(“Ele vai dar declarações fortes quando achar que precisa, como foi o caso agora com o Trump,…” “… no contexto da guerra entre Estados Unidos e Irã,…”)
13) “Vaticano anuncia primeira encíclica papal sobre IA”, 19/05/2026, p.A22;
Leão fala em não ‘esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz’
14) “As revoluções que mudaram o mundo e o futuro do Brasil”, 25/05/2026, p.B5;
Autor: Rafael Cervone
15) “A pompa de Xi e a realidade chinesa”, 25/05/2026, p.A12;
Notas e Informações
16) “Relações Brasil-EUA: decifra-me ou devoro-te”, 09/06/2026, p.A5.
Autor: Rubens Barbosa
Essas manifestações, no geral de natureza protagonista espontânea e voluntária no exercício da cidadania, são denúncias benfazejas. Certamente destinam-se a provocar ações governamentais ou outras, como providências urgentes, podendo contribuir para a melhoria da tão deficiente governança do País.
Mas, ao que se vê, os atores supostamente provocados, sejam pessoas físicas (autoridades) ou instituições, mantém-se inertes, omissos (“ouvidos moucos”), em prejuízo da democracia e do progresso do País. É o caso lamentável da inação dos Partidos Políticos, as mais importantes instituições em regime democrático que devem ser incumbidas da governança, e pela mesma serem responsabilizado, mas que não se pronunciam, não se posicionam ante a magnitude dos fatos elucidados acima – contra ou a favor –, não debatem, mesmo quando são atacados. E é, desses debates e ideias indissociáveis do bem comum e do interesse nacional, que deveriam resultar atitudes para a formação e/ou o surgimento de lideranças, de que tanto a Nação brasileira está necessitada. Reportando-nos a Cícero, o consul de Roma, “da discussão nasce a luz”.
Destaque-se, sem demérito para todos os demais voluntários e valorosos articulistas citados neste PAPER 185, a oportuna contribuição no momento eleitoral antevista pelo Dr. Gustavo Benchimol, advogado em Nova York e no Brasil, com seu artigo acima relacionado, sob o título “A governança que nos falta”, pelo qual permeia institucionalmente o Pacto Federativo, a Representação política e estrutura eleitoral americanos, evidenciando seus efeitos benéficos à eficácia e eficiência do Estado dos EUA.
O texto do artigo exibe argumentação clara, profunda e sólida, que combinada com a argumentação do artigo do advogado e também economista Dr. André Senna Duarte, publicado pelo Valor Econômico em 30/05/2019 sob o título “Crescimento econômico, democracia e federalismo”, e ainda com o artigo “O drama de ser grande” da autoria da historiadora (FGV) Aspásia Camargo publicado pelo Jornal do Brasil em 13/10/1991 (os 3 artigos disponíveis no “site” www.conselhobrasilnacao.org), reforçam e se juntam conceitualmente com a Proposta do Conselho Brasil-Nação sobre mesmo tema, divulgado desde sua fundação em 1990, a qual fundamenta a estrutura proposta para o Estado brasileiro, expressa no Anteprojeto de Constituição Brasil-Nação, que foi apresentado ao Congresso Nacional, então com poder constituinte, para Revisão Constitucional em 1993, prevista pela Constituição de 1988. O Anteprojeto definiu com clareza novo Pacto Federativo federalista descentralizado para o Brasil, dotando todos os Entes Federativos de autonomia política para elaborar suas próprias leis, principalmente as tributárias, e também independência financeira originada da tributação própria (ver PAPER 35 de 15/01/2019 e PAPER 40 de 14/03/2019) para substituir o Estado Unitário vigente na atual Constituição e nas Constituições anteriores, desde a de 1891. A Revisão Constitucional não foi realizada – mesmo sendo uma determinação Constitucional.
CONCLUSÃO
É assustadora a paralisia política em todo o País ante a velocidade praticada pelos acontecimentos nas demais nações, acrescida pelos malfeitos da política interna, além da medíocre atuação na geopolítica . Ao reservar apenas 45 dias (1,5 mês) para campanhas eleitorais, diante da amostra dentre tantas questões de alto interesse nacional e interesse pelo bem comum relacionadas acima, e num país com as nossas características tão bem elucidadas pelo advogado e escritor, e ex-secretário da Justiça e Segurança Pública do Estado de São Paulo, dr. Eduardo Muylaert em seu artigo “Ética pública: um imperativo constitucional”, e não menos importante o chamamento do também autor Roberto Teixeira da Costa – pessoa da maior expressão e respeitabilidade no tema abordado.
O texto do Dr. Gustavo Benchimol, comentado na parte argumentativa acima, seria oportuníssimo, em outro país; no Brasil é desperdício (tema deste PAPER) do tempo e competência do articulista e do empenho de todos nós brasileiros, que lemos o artigo e que também produzimos e oferecemos contribuições: neste país se faz política sem ouvido (“ouvidos moucos”), sem visão sobre o imenso potencial nacional e menosprezando o voto.
Todos os temas dos artigos acima relacionados deveriam forçosamente estar no debate público eleitoral. Não estão. “Grande, talvez o maior, desperdício!”
A democracia fundada no Estado de Direito e na cidadania não é uma estação de chegada, mas uma maneira de viajar, visando ao desenvolvimento econômico, político, cultural e social para tornar o Brasil a melhor nação do mundo para se viver bem.
Personalidades de artigos e citações neste PAPER :
. Aspásia Camargo, historiadora
. André Senna Duarte, advogado e economista
. Carlos Eduardo Valim, jornalista e repórter de economia e negócios
. Carlos Pereira, professor Titular da Escola de Economia de São Paulo – EESP/ FGV
. Carl von Clausewitz, general do Reino da Prússia e teórico militar sobre aspectos políticos e estratégicos da guerra
. Edison Veiga, economista, jornalista e escritor
. Eduardo Muylaert, advogado, especialista na área criminal
– Gustavo Benchimol, advogado
. Isadora Duarte , jornalista ( UFRGS), voltada à cobertura do agronegócio
. João Guilherme Sabino Ometto, Coordenador do Sindicato da Indústria de Açúcar – SIAESP e da Indústria de Fabricação do Álcool – SIFAESP
. Rafael Cervone, Presidente da CIESP e 1º VP da FIESP, Pres. Emérito da ABIT e SINDITEXTL
. Roberto Teixeira da Costa, economista, Conselheiro na CEBRI – Centro Brasileiro de Relações Internacionais
. Rubens Barbosa, economista, mestrado pela “The London School of Economics and Political Science”, foi embaixador do Brasil no Reino Unido e nos EUA
. Welber Barral, advogado, foi Secretário de Comércio Exterior, especializado em Planejamento Estratégico, Legislação de Comércio internacional
